Bom... ontem passei a hora de almoço na esquadra para dar parte do telemóvel roubado.
Porque é que passei lá mais de 2 horas?
Porque um general angolano, durante estes tempos de estadia em Lisboa onde veio visitar os seus 8 irmãos, alugou um quarto a uma simpática senhora.
No entanto a senhora tem 2 filhos que fumam liamba constantemente, infestando a casa toda com aquele cheiro sufocante.
Não sendo o cheiro suficientemente penoso, ainda fazem a vida negra ao pobre general.
Dão-lhe pontapés nas pernas, partem o vidro da porta, querem que ele saia de casa, entram pela casa de banho quando ele lá está. Um inferno.
E o senhor, para não ter que apelar aos conhecimentos adquiridos em mais de 30 anos de combate na selva onde matou gente das mais diversas formas, tenta apelar à policia para por um ponto final na situação.
O facto de se ír embora daqui a 3 dias não impediu que apresentasse queixa, sabendo de antemão que não vai dar em nada.
Enquanto isso chegou a Dª Irene, senhora distinta e simpática nos seus 74 anos que, enquanto esperava pela sua vez, estava a levar com o fumo do charuto do sargento, de face bem rosada que passeava entre as escadas e a porta da rua.
A questão da Dª Irene era mais mundana.
Qaundo lhe colocaram o gás natural em casa, não adaptaram o esquentador da casa de banho. Não só por questões de segurança, mas também porque o esquentador "principal" servia bem as funções.
Quando mais tarde recebeu a nota da "Gás de Portugal" em casa a dizer q lhe íam cortar o gás da casa de banho por falta de pagamento e de ficar a saber que tinha de pagar e "mai nada", achou que bem podia por o esquentador na casa de banho (um pequeno áparte só para dizer que não fazia ideia que existem casas com 2 contadores independentes, mas na zona de Anjos/Arroios, com o estado e a idade das casas acho que existe de tudo um pouco).
Ficou com o esquentador da filha, que já não precisava porque tinha comprado um todo moderno e inteligente, mas este tinha demasiada pressão.
"Quando o ligo, leva tudo à frente"Pediu então ao senhor Manel que lá fosse arranjar aquilo. Arranjou tudo e levou o esquentador para adaptar. Esta adaptação custa 12 contos dos quais pediu logo um adiantamento que recebeu. No dia seguinte estava o esquentador instalado e a funcionar.
Foi em conversa com a filha que descobriu que o esquentador já estava adaptado para gás natural.
Para tentar saber o que se passava achou por bem pedir uma factura do serviço porque com a factura a Lisboagás reembolsava-lhe esse dinheiro (um expediente clássico, mas engraçado na Dª Irene que não gosta de passar por tola).
Foi falar à loja que lhe garantiu que o esquentador não tinha dado entrada,
"até porque não tenho peças para esquentadores Philips. A factura deve estar onde fizeram o serviço."
Foi então falar com o senhor Manel que lhe disse que tinha sido arranjado na dita loja e que era lá que estava a factura.
Convocou então os 2, isoladamente, para írem lá a casa à mesma hora para numa espécie de acariação tentar esclarecer a situação.
E o seu problema de momento era ter medo de estar em casa sózinha com 2 vigaristas. Vinha então pedir protecção policial não fosse "o diabo tecê-las". Não é pelo dinheiro, é pela atitude, dizia-me ela convicta de que estava a agir bem.
Dois casos que simplesmente me demonstram que há cada vez menos paciência para determinadas situações e que
"pôr a boca no trombone" é uma forma de diminuir as probabilidades das falcatruas voltarem a acontecer.
O general porque não achava bem dar cabo dos filhos de uma senhora simpática que lhe alugou um quarto.
A Dona Irene porque apesar de um médico malcriado lhe ter chamado velha, se mantém muito viva para levar com tentativas de trafulhice de rapazinhos armados em espertalhões.
Um exemplo a seguir. E o general, apesar de não ter marcas visíveis ainda foi ao Instituto Médico Legal porque numa queixa de agressão tem de lá ir para ser examinado. Tenha ou não tenha marcas.
E eu tenho é que ír comer qualquer coisa que o estômago clama por alimento.
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Tô...: hopeful
A rodar...: "Going South" - Wolfgang Press