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A Outra Metade
O meu balanço em português musical
Uma das entradas que tem tido mais actualizações, embora passe despercebida a todos, está n'[info]aminhagenda e identifica sites de grupos/artistas musicais portugueses.
O link está na link list do meu jornal e no d'aminhagenda:
Sites Bandas Nacionais
Actualmente conta já com mais de 500 grupos listados, uns com site oficial e outros sem site.
Entretanto, o myspace começou a surgir como um pólo agregador de grupos portugueses. É possível ír sabendo o que acontece, ouvir grupos novos, maquetes e coisas das quais nunca iríamos saber da existência.
Então, para centralizar essa coisa toda criei o ULISTANIA no myspace, com a mesma designação que uma das radios que tenho no cotonete, exclusivamente de musica portuguesa.
As 2 vantagens principais para quem acede à página são:
a) Agenda de concertos de grupos portugueses
b) Todos os friends são de artistas, grupos ou entidades ligadas à musica possibilitando a navegação entre eles e ouvindo aqui e ali o que é que andam a fazer.

Porque o ano já está a acabar e os dedos já se sentem cansados, a minha actividade este ano no que diz respeito a música portuguesa focalizou-se em 3 sites:
1) Sites Bandas Nacionais
2) [info]toutaver - Video journal com especial destaque para videos portugueses
3) Ulistania com agenda de concertos de grupos portugueses

De blogues dedicados à musica,estão criados syndicates/feeds no LJ para os seguintes sites:
[info]cronicasdterra - Por Luis Rei. Tradicional, World e não só.
[info]dear80s - Por tarzan boy. Dedicado claro, aos anos 80. Dos bons aos maus.
[info]jura100bandeira - Por Vitor Junqueira. Rock, Alternativo, Indie, Pop, etc.
[info]planetapop - Por Astronauta. Coisas da musica com muitos videos à mistura.
[info]playontape - Por Fernando Ferreira. Divulgação de tapes, demos e maquetes dos anos 80 e 90.
[info]pontesonora - Por Gonçalo Castro. Musica em geral. Novidades, notícias, tops, etc.
[info]ptunderground - Por X-Acto. Divulgação de demos, tapes e maquetes de musica mais pesada.
[info]rockemportugal - Por Aristides Duarte. Tudo sobre o rock desde que apareceu em Portugal.
[info]ritacarmo - Pela própria. Fotos de artistas/grupos musicais portugueses.
[info]ritacarmoaovivo - Pela própria. Fotos de artistas/grupos musicais portugueses em concerto.
[info]som_activo - Por alguém que faz um programa de radio. Notícias da musica.
[info]sound__vision - Por Nuno Galopim e João Lopes. Novidades da Musica e do Cinema, respectivamente
[info]vidaemvinil - Por E.Weight, Brasil. Discos em vinil do tempo do vinil.
não esquecer também o [info]regnyouth com links para centenas de albuns em download.

Todas as contribuições que possam aparecer para cada uma destas páginas ou desta lista de links será benvinda.
Um bom ano de 2007.

"Music is the food of love"

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musica 2005
O ano de 2005 pareceu-me muito fraco musicalmente. Se calhar por 2004 ter sido muito bom.
Por aqui escolho estes, quase todos de 2005, mas muito ouvidos de certeza em 2005.

Regressos:
dEUS - Pocket Revolution
Madrugada - The Deep End

Portuguesa:
Clã ao Vivo
Metamorphosia - Kubik
Margarida Pinto - Apontamento (não é nada disto, estava a pensar no 'The Lighthouse' de Ana da Silva, mas é de 2004)

Surpresa:
Jools Holland - Swinging the Blues Dancing the Ska

Single:
Hung Up - Madonna

Descobertas:
Arcade Fire
Animal Collective
Ali Farka Touré
Clap Your Hands and Say Yeah

Já não há mais:
16 Horsepower

Discografias revisitadas:
Lou Reed
Laurie Anderson
Pop dell'Arte
White Stripes

Compilações em destaque em 2005: (mas nem sempre de 2005)
insane musica for insane people
Metal Tribute to Abba
António Sérgio : Som da frente


um bom ano com muito som [[ ]]
over and out

(estática)


(....)

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isto não é anti-seja-o-que-for
"They say that heaven is like TV
A perfect little world
that doesn't really need you
And everything there
is made of light
And the days keep going by
Here they come Here they come
Here they come"


Generalizando, o que é sempre uma salvaguarda, é ideia comum considerar os americanos um povo sem visão de futuro. Pelo menos tendo em conta as políticas energéticas e ambientais postas em prática pelas ultimas administrações. Cedem ao lucro imediato independentemente das repercussões que possam ter no futuro do país, e tendo em conta o facto de serem uma potencia mundial, no resto do mundo. A propósito da vinda de Laurie Anderson a Portugal o suplemento Y do Público publica uma entrevista em que ela afirma exactamente o contrário:
"Os americanos são incrivelmente condicionados pela ideia de futuro. Parecem geneticamente orientados para pensar no futuro e não saber ou perceber como viver o presente. Por exemplo, vou a andar em Milão e vejo um belo homem que está impecavelmente bem vestido, tem um fato novo e uns sapatos novos e está sentado numa esplanada a comer um enorme gelado que parece maravilhoso e olha para todos os lados com um ar tão satisfeito que qualquer pessoa percebe que ele está a pensar 'Que momento perfeito! A vida não pode ser melhor do que isto'. Sabem essa sensação? É impossível ver alguém com essa cara na América."

Tanto Laurie Anderson como o seu companheiro Lou Reed são talvez os musicos actuais que mais focam New York no seu trabalho e que vêm a cidade, física e humana, de uma 'especial', com atenção, críticos, incisivos, não deixando de a adorar. Claro que tudo isto lhes dá uma autoridade sobre o conhecimento dos americanos [não querendo de forma alguma com isto restringir os EUA a New York] muito acima de qualquer europeu e mais ainda da minha, que nunca lá fui e tenho uma ideia criada com base em todos os lugares comuns e preconceitos europeus.
Esta afirmação baralhou-me seriamente. Sim, tenho em muito boa conta a opinião deste casal, ela dá nome ao meu jornal, ele já teve direito a um post em que só respondi com citações 'reedianas' por entre muitas referencias dispersas. Se não sabem viver o presente e se pensam no futuro como pensam, o que é que andam a fazer de útil nesta bolinha azul? A inventar chapéus em rede para o couro cabeludo poder respirar? Quase que apetece dizer que para isso mais valia utilizar a tecnica dos habitantes originais do local: o escalpelamento.
Ou então o segredo vem mesmo da velha Europa e do conhecimento clássico. Carpe Diem dizia Horacio. Concordo sim, mas os mesmos romanos, uns anos mais tarde, levaram isso tão a sério que o Império descambou como descambou tudo (ou muito) por levarem essa máxima ao exagero.
Como num sábado à noite tenho mais que fazer que estar aqui a escrever e não chego a conclusões nenhumas, a ideia final é a de viver o presente com os olhos no futuro. E de olhar para dentro de nós antes de olharmos para os outros. E de aprender com os erros. Os nossos e os dos outros. Baixar as guardas e fazer o mea culpa sempre que é necessário.
Esta entrada parece uma fábula a acabar com uma moral generalista. Deve ser dos filmes infantis com que sou bombardeado diariamente [esta frase podia ser ambígua mas não é].
Já chega. Larguem o PC e vão mas é curtir.
Mas continuo a achar que os americanos não sabem o que querem, o que são, para onde vão ou sequer onde raio está o umbigo deles.
"The gift of life it's a twist of fate
It's a roll of the dice
it's a free lunch A free ride
The gift of life it's a shot in the dark
It's the call of the wild
It's the big wheel The big ride"

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A rodar...: Strange Angels - Laurie Anderson

derby lisboeta
Só hoje é que me apeteceu escrever sobre isto.
No Sábado fui ver o Benfica/Sporting. Depois de ter visto no estádio da Luz o Portugal-Liechenstein em que ganhámos por uns 11-0 ou parecido, lá fui eu outra vez ver um jogo de futebol.
Desta vez no Estádio Nacional. Em primeiro lugar e antes de mais, é vergonhoso chamar àquilo estádio nacional não só pelo estado em que está o campo como todas as infraestruturas envolventes. Chamam àquilo parque de estacionamento?
Mas enfim...
Para não me alongar sintetizo e deixo apenas tópicos do que realmente valeu a pena.

  • Um grande destaque para as meninas da Galp Energia. Nada a apontar (muito pelo contrário) para além do facto da coreografia estar apenas direccionada para a bancada central.


  • Há gente muito fanática. À minha frente estava um cego que ouvia o jogo na rádio e nos ía dando a estatística do jogo. Um cego num estádio? ok... :0


  • Muitos trafulhas. Um fulano atrás de nós explicava como tinha feito uma trafulhice e afinal estava naquele lugar, muito melhor do que o que lhe destinava o bilhete original. "ehpah, vou ter que desligar, quase que foi golo"... por os adeptos ficarem ao telemóvel em vez de marcarem golos é que o resultado foi o que se viu (para quem não sabe, o Benfica perdeu 2-1)
  • O Trafulha

  • A censura estende-se despudoradamente ao futebol. Pobres dos sportinguistas tanto trabalho a fazerem uma faixa e assim que a estendem a polícia resolve retirá-la. E a faixa apenas dizia laconicamente a verde num fundo preto "puta que vos pariu".


  • Confesso que não percebo porquê tanta confusão por um indivíduo ter morrido com um ataque cardíaco. Era árbitro, ok, e então? Sempre que morrer alguém da minha profissão vou fazer um minuto de silêncio? Talvez por pensarem da mesma forma é que, quando se fazia um minuto de silêncio se ouvia claro e bom som "há um cabrão, em cada lampião"


  • O Sporting mostrou-se muito desfalcado em termos de claque. Pessoalmente acho que fazem boicote ao Estádio Nacional depois de um adepto ter morrido em 96 com um vari-light. Continuam a identificar o sítio onde foi atingido com faixas e o local vazio. Ouvi dizer que a claque benfiquista louvou o autor do disparo do Vari-light. Não sei. Não vi.


  • Gostei dos cães polícia. Os Rotweiller deitam-se com as patas traseiras para trás o que lhes dá um ar bestialmente cómico. À conta disso não consegui ver a agressão que originou 2 expulsões e já se sabe que não passaram a repetição. Mau feitio da organização.


  • Apesar de serem um pouco monótonos e repetitivos os parabéns aos Cheerleaders que estavam à nossa frente com particular destaque para o moço de T-Shirt branca. Ponto alto quando despiu a T-shirt e colocou o pau da bandeira entre as pernas dirigido à claque adversária. well....
    Cheerleaders

  • Um dos problemas das grandes acumulações de gente é o cheirinho a suor que daí advém. Calculo que deve ter sido a organização que promoveu a difusão de um aroma muito agradável e relaxante durante todo o jogo.


  • E pronto. Foi isto um jogo de futebol. Tinha eu como ultimo jogo uma vitória retumbante da equipa por quem tinha ido torcer e agora isto. Acho que vou passar mais uns tempos sem ír ao futebol. Talvez no Euro2004... quem sabe.


    até à proxima

    Tags:
    A rodar...: A Cançom Quiu Abô Minsinoue - trabalhadores do comércio

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